Amy Schumer lamenta morte de Daisy Coleman: 'você foi uma guerreira'

Amélia 07/08/2020 Relatar Quero comentar

A comediante Amy Schumer usou as redes sociais para prestar homenagens a Daisy Coleman, que se suicidou ontem aos 23 anos. Daisy, cuja história inspirou o documentário "Audrie & Daisy", da Netflix, recebeu ataques após denunciar um estupro há oito anos, tendo sido xingada de "mentirosa", "vadia" e "idiota", e sua casa foi incendiada.

"Sinto muito que o mundo tenha sido tão injusto com você. Você foi uma guerreira, uma linda artista, e sou sortuda por ter te conhecido e te amado. É uma perda muito dolorosa e vamos continuar seu trabalho incrível com a SafeBAE, lutando pelas sobreviventes", escreveu Amy, fazendo menção à organização criada por Daisy que presta assistência às vítimas de abuso.

O caso de Daisy aconteceu em 2012, no Missouri (Estados Unidos). Na época, ela relatou ter sido estuprada por Matthew Barnett, que pertencia a uma família influente, e deixada drogada do lado de fora de sua casa, usando apenas uma camiseta, sob temperatura abaixo de zero grau. As denúncias contra Barnett acabaram por ser retiradas. Ele se declarou culpado, mas de uma acusação mais branda, alegando que o sexo com Daisy foi consensual.

O episódio desencadeou uma retaliação nacional contra a família de Daisy. Depois de ser alvo de bullying — pessoal e virtualmente —, ela tentou se suicidar inúmeras vezes até se tornar uma ativista para outras sobreviventes do mesmo tipo de abuso.

"Sinto que as pessoas têm certas opiniões e percepções sobre mim e sobre casos como o meu porque não têm educação", disse Daisy à revista People em 2017, aos 19 anos. "É exatamente por isso que estou tentando explicar às pessoas o que está acontecendo em nossa sociedad. "

"Audrie & Daisy"

Além do caso de Daisy, o documentário da Netflix lançado em 2016 conta a história de Audrie Pott, de 15 anos. As duas relatam ter sido estupradas por adolescentes que consideravam seus amigos.

Depois de denunciarem o abuso, Daisy e Audrie sofreram ataques da comunidade onde viviam. Fotos de Audrie sofrendo a violência foram compartilhadas na internet, o que contribuiu para que ela se enforcasse oito dias depois. Daisy, por sua vez, teve a casa incendiada.

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