Policial invade apartamento de vizinhas e as agride com cassetete

Matérias virais 05/08/2020 Relatar Quero comentar

Na noite da última segunda-feira (3/8), em Lages, Santa Catarina,  um policial que estava de licença do serviço, por ser do grupo de risco da , invadiu o apartamento de suas vizinhas universitárias e agrediu as jovens com socos e com o auxílio de um cassetete. O crime teria acontecido por volta das 22h

No local, havia cinco meninas: quatro moradoras e uma amiga. De acordo com as jovens, elas  estavam comemorando o fato de terem sido aprovadas no TCC. Elas falaram que o homem invadiu a casa às 22h01, um minuto após a Lei do Silêncio passar a valer.  Como moram juntas, elas garantem que não estavam sendo irresponsáveis com o , pois só uma amiga de fora veio para a celebração.

O policial e a esposa, que presenciou o crime, ainda não se pronunciaram sobre o ocorrido, mas a filha do PM falou nas redes sociais que as vizinhas “começaram a gritar e fazer aglomeração”, e ainda disse que provocaram o pai colocando a , do qual o policial faz parte. “Meu pai ficou no limite e foi lá falar com elas, onde aconteceu tudo.  Meu pai em nenhum momento bateu nelas, muito pelo contrário, sempre foi tentando dialogar e elas revidavam sendo debochadas. Então, minha mãe viu elas gravando e tentou tomar o celular, onde as duas gurias pularam para bater na minha mãe”, escreveu.

Nas filmagens, é possível ver que  o policial já entrou de maneira agressiva no apartamento. As meninas peitaram o homem, que se sentiu ofendido. “Me dá essa bosta aqui”, disse para uma delas, se referindo ao celular em que o crime estava sendo gravado. Em determinado momento,  o PM pega uma das meninas pelo cabelo e começa a desferir nela pancadas com o cassetete, enquanto dá para ouvir uma amiga chorando desesperada ao fundo e pedindo: “Para de bater nela, pelo amor de Deus”. Quando “termina o serviço”, ele sai do apartamento e diz um “agora deu”

A Polícia Militar foi chamada e um boletim de ocorrência foi registrado pelas universitárias.  Como o homem estava afastado do serviço, uma investigação foi aberta, principalmente porque, de acordo com Fabiano da Silva, comandante do 6º Batalhão de Lages, “as ações ocorreram fora do âmbito profissional”. A Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso também está envolvida no caso e as garotas realizaram um exame de corpo de delito por causa das agressões físicas sofridas.

“A instituição  afirma tratar-se de fato isolado que não condiz com a formação e a preparação dos policiais militares catarinenses. Ressalta ainda que não coaduna com qualquer conduta irregular, bem como violência contra a mulher”, disse Fabiano da Silva em nota oficial liberada pelo 6º BPM.

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