laudo pericial diz que não há possibilidade de tiro ter sido disparado sem que gatilho fosse puxado

Filomena 12/08/2020 Relatar 我要评论

Laudo de balística da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) atesta que o tiro que matou a adolescente Isabele Ramos no dia 12 de julho em um condomínio de luxo de Cuiabá não foi disparado acidentalmente, conforme disse em depoimento a adolescente de 14 anos suspeita de ter atirado acidentalmente na vítima.

G1 tenta localizar a defesa da família do empresário Marcelo Cestari, pai da adolescente que teria atirado na amiga.

O laudo é assinado pelo Perito Oficial Criminal Reinaldo Hiroshi dos Santos.

De acordo com o laudo da Politec, a arma de fogo utilizada não pode produzir tiro acidental. Nas circunstâncias alegadas constantes do Termo de Declarações da adolescente, a arma de fogo, da forma como foi recebida pela perícia, somente se mostrou capaz de realizar disparo e produzir tiro estando carregada (cartucho de munição inserido na câmara de carregamento do cano), engatilhada, destravada e mediante o acionamento do gatilho.

Ainda conforme o documento, a arma de fogo tem mecanismos incompletos ou deficientes e diversas modificações.

A arma de fogo passou por testes para verificar a possibilidade de produzir de tiro da forma descrita pela adolescente em seu depoimento: foi inserido cartucho sem projétil e sem pólvora (somente estojo e espoleta) na câmara de carregamento do cano; a arma AFQ1 foi balançada ao ar livre, em diferentes posições, e foi impactada moderadamente contra superfície emborrachada.

Para Balística Forense há distinção entre os conceitos de “tiro acidental” e de “tiro involuntário”, sendo o primeiro provocado sem acionamento regular do mecanismo de disparo, ao passo que tiro involuntário pressupõe ação do atirador no mecanismo de disparo, mesmo que essa ação seja involuntária, não intencional.

Na prática, existe a possibilidade de a arma ter sido disparada involuntariamente. No exame para verificar a ocorrência de tiro acidental por arma de fogo, deve-se utilizar a arma questionada, nas condições em que foi recebida para exame, e verificá-la nas hipóteses alegadas na ocorrência do tiro para responder se é, ou não, possível a percussão eficaz de cartucho nessa arma, sem o acionamento regular do mecanismo de disparo.

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