Ato virtual com FHC, Haddad, Ciro e Huck prega união contra Bolsonaro, sem Lula

Filomena 28/06/2020 Relatar Quero comentar

Recriando a união de forças políticas antagônicas e o protagonismo da sociedade civil visto nas Diretas Já, o movimento Direitos Já! reuniu mais de cem nomes em uma live em prol da democracia, da vida e da defesa social na noite desta sexta-feira (26).

Foi o terceiro e mais abrangente ato do grupo criado em setembro de 2019 pelo cientista político Fernando Guimarães. Ele considerou histórica "a convergência dos mais diversos campos políticos frente a agenda anticivilizatória" do governo Jair Bolsonaro (sem partido).

Participaram religiosos, juristas, economistas, artistas, professores, estudantes, jornalistas, sindicalistas e atletas, que dirigiram críticas a Bolsonaro e pregaram união pela garantia da liberdade e dos direitos humanos e sociais.

A superação das desigualdades também foi amplamente defendida pelos convidados. O evento durou mais de quatro horas e cada convidado pôde falar por pouco mais de um minuto. O encerramento ficou com Gilberto Gil, aniversariante da noite.

No campo político, estiveram representados os partidos PSOL, PC do B, PT, PSDB, Cidadania, PDT, PSB, Podemos, Solidariedade, MDB, Rede e PV por meio da participação de deputados, senadores, prefeitos, presidentes de siglas e candidatos à Presidência em 2018.

Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi o único ex-presidente que participou do evento virtual. O ex-presidente Lula (PT), que já fez críticas às iniciativas suprapartidárias, foi convidado, mas não participou.

Os ex-presidentes Michel Temer (MDB), que já tinha até enviado vídeo para o ato, e José Sarney (MDB) desistiram de participar. O presidente do STF, Dias Toffoli, tinha confirmado presença e também deu um passo atrás.

A possibilidade de Sergio Moro participar do comício virtual rachou o movimento, e o ex-juiz não foi convidado.

O ex-prefeito Fernando Haddad, candidato do PT em 2018, mencionou o ex-presidente petista em sua fala afirmando ser preciso refletir "se não chegou o momento de resgatar os direitos políticos de Lula, que não cometeu crime algum".

Haddad defendeu o impeachment de Bolsonaro e afirmou que o presidente "comete crimes de responsabilidade a cada semana". "O mais eloquente foi usar seu advogado para esconder uma testemunha chave em relação a crimes cometidos pelo seu filho", disse a respeito da prisão de Fabrício Queiroz na casa do advogado Frederick Wassef.

Ciro Gomes (PDT) afirmou que haverá resistência e que a ditadura nunca mais pode voltar.

"Agora é hora de celebrarmos o imenso e generoso consenso que as urgências do nosso povo nos pedem", disse. Ele afirmou que a pandemia é administrada de forma genocida e que é preciso preservar vida, emprego, liberdades e instituições.

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