Francisco de Assis Pereira: O “maníaco do parque” vai ser solto e diz que será bispo na Universal

Mari... 28/07/2020 Relatar 我要评论

Infância e alegações de abusos

Francisco de Assis Pereira nasceu no ano de 1967 no estado de São Paulo. Segundo ele, em depoimentos concedidos na época em que foi preso, ele tivera uma infância difícil. Preso, o motoboy afirmou que havia sido abusado por uma tia materna, o que o fez desenvolver uma “fixação por seios”.

Já mais velho, teria sido assediado por um patrão, passando então a ter relações homossexuais. Pereira disse ainda que teve uma namorada gótica que quase arrancou seu pênis com a boca. Por causa desse episódio, ele passou a sentir dor nas relações sexuais – fato confirmado por suas vítimas que sobreviveram.

Modus Operandi

Pereira abordava suas vítimas – todas mulheres jovens – na rua, em locais como pontos de ônibus. Ele se apresentava como agente de modelos, cobria as mulheres de elogios e propunha uma sessão de fotos no meio da natureza. Convencidas da história, as mulheres subiam na garupa da moto de Pereira, que seguia direto para o parque do Estado, uma área de 550 hectares que ele conhecia bem.

Uma vez isolados no meio da mata, o motoboy estuprava e matava suas vítimas por estrangulamento. No julgamento, ele afirmou que, ao usar as mãos para matar uma de suas vítimas enforcada, ele não precisou fazer força, pois ela “morreu de susto”.

Descoberta dos Crimes

No dia 4 de julho de 1998, um rapaz embrenhou-se na mata do parque à procura de uma pipa e encontrou dois cadáveres em decomposição. A polícia foi avisada e localizou outros dois corpos. Os investigadores concluíram então que as quatro mortes deveriam ser obra da mesma pessoa, que também teria feito outras duas vítimas, cujos cadáveres haviam sido encontrados anteriormente. As seis mulheres tinham cabelos longos e escuros. Quase todos os corpos estavam despidos e com as pernas abertas, o que evidencia a violência sexual, e foram localizados dentro de um raio de 200 metros.

Investigações

Em meio às investigações, a polícia encontrou três mulheres que haviam registrado tentativas de estupro no parque. Com base nos depoimentos, foi feito um retrato falado do suspeito. Ao ver o desenho, um homem ligou para a polícia dizendo ter o número do telefone de alguém muito parecido.

A informação levou os policiais até uma empresa de transportes no Brás. Ao chegarem ao local, no dia 15 de julho, descobriram que Pereira morava e trabalhava lá como motoboy. Porém, três dias antes da visita da polícia, ele havia sumido, deixando um jornal com o retrato falado do maníaco do parque e um bilhete: “Infelizmente tem de ser assim, preciso ir embora. Deus abençoe a todos.” No local, mais evidências foram encontradas. Fragmentos da carteira de identidade de uma das vítimas estava dentro de uma privada, entupida por restos de papéis queimados.

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