Médico que conduziu procedimento em menina de 10 anos fez outros abortos e foi excomungado duas vezes

Matérias Oficiais(+10% Clicks) Yasmim 18/08/2020 Relatar Quero comentar

Olímpio Moraes Filho, médico e obstetra, ganhou notoriedade em todo o país por conduzir o aborto da menina de 10 anos, estuprada desde os 6 pelo tio na cidade de São Mateus, no Espírito Santo. O profissional entende os protestos feitos na porta da unidade de saúde de Recife como algo nunca visto em sua vida.

Apesar de ser ferrenhamente hostilizado no último domingo (16), às vésperas do procedimento, Moraes Filho sabe muito bem como lidar com este tipo de represálias. O médico é especialista na condução de procedimentos de interrupção gestacional, sendo incumbido de realizar abortos em outras meninas, vítimas de estupro.

Pelo fato de ser escolhido para assinar a realização dos procedimentos abortivos, Olímpio Moraes Filho alega já ter sido excomungado pela Igreja em ocasiões passadas. A última ocorreu quando conduziu um procedimento de aborto em uma menina de 9 anos.

No ano de 2006, Dr. Olímpio, como é conhecido no meio profissional, também recebeu outra carta de excomungação pela Igreja. Na ocasião, foi duramente criticado por promover uma campanha para evitar a natalidade a partir da secretaria de saúde, distribuindo gratuitamente as chamadas “pílulas do dia seguinte” pela prefeitura de Recife aos foliões durante o Carnaval daquele ano.

Apesar de ter nascido em família Católica, Moraes Filho se identifica hoje como um agnóstico. Por conta disso, as excomungações por parte da Igreja não lhe ferem a consciência, conforme salienta. Apesar disso, teme pelas represálias que sofre, de maneira mais intensa após o escândalo envolvendo a menina de São Mateus.

“Antes eu tinha que lidar apenas com o arcebispo, agora, também tenho que lidar com os políticos; a bancada religiosa praticamente não existia e agora fazem uma pressão mais sentida. A realidade só tem piorado”, relatou em entrevista ao jornal Estado de Minas.

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