Filha de cozinheira asfixiada em Jacarepaguá pede proteção policial: 'Foi um crime que aconteceu naquela casa'

Demara Cruz 02/08/2020 Relatar Quero comentar

A universitária Michelle de Almeida, de 24 anos, vai pedir proteção policial após sua mãe, a cozinheira Gilmara de Almeida Silva, de 45, ter morrido por asfixia, na última quinta-feira, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. A mulher foi encontrada morta na casa onde estava trabalhando. A Delegacia de Homicídios já investiga o caso.

Gilmara deu entrada no Hospital Federal Cardoso Fontes, após ser socorrida pelos dois filhos e pelo cuidador de seus patrões. Segundo a jovem, a patroa de Gilmara disse que o Corpo de Bombeiros e a Samu foram acionados, mas, devido à demora, seus filhos e o cuidador levaram a mulher para o hospital. Uma informação que Michelle recebeu na unidade de saúde, no entanto, fez com que ela tivesse dúvidas sobre o que de fato aconteceu com sua mãe.

— O médico que nos atendeu no hospital foi quem deu a notícia. Ele disse que não tinha sido morte natural e que as lesões causadas eram características de agressão. Minha mãe tinha hematomas nas pernas e braços e estava com nariz e ouvidos sangrando. Foi um crime que aconteceu naquela casa — disse Michelle, que está grávida de três meses.

universitária disse temer pela sua segurança:

— Estou com medo porque estou me expondo. Mas estou fazendo isso porque ela é minha mãe e quero que a justiça seja feita.

Casa dos patrões, onde Gilmara foi encontrada morta: por enquanto, permanece um mistério o que aconteceu naquela quinta-feira Foto: Pedro Teixeira / Agência O Globo

Gilmara começou a trabalhar na casa no fim do ano passado. Ela cozinhava e fazia a limpeza do imóvel. Há dois meses, um cuidador, contratado pelos filhos do casal de idosos, começou a trabalhar na casa. Michelle conta que ele e sua mãe tiveram desentendimentos:

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