Urso cego e explorado como entretenimento descobre o prazer de viver

Filomena 14/08/2020 Relatar 我要评论

Em 2013, ativistas encontraram Goldie perto da fronteira do Nepal, na Índia. O urso de cinco anos estava em um estado muito ruim: desidratado, doente e tinha uma corda desgastada e amarrada em seu nariz, que parecia lhe provocar muita dor.

O adestrador de Goldie o obrigava a ser um “urso dançante” e a fazer truques ridículos para as pessoas em troca de dinheiro.

“Quando os ursos ainda são pequenos filhotes, seus captores fazem um buraco no topo de seu focinho com uma agulha quente”, disse Lis Key, gerente de comunicação e relações da International Animal Rescue (IAR), ao The Dodo.

“Então uma corda é enroscada por meio de sua narina e para fora através do furo. A intenção é controlar o urso e fazê-lo ‘dançar’ ao mexer na corda”, completou.

Ao invés de permitir que os focinhos dos animais se recuperem, é comum que os adestradores mantenham as feridas abertas para que os ursos respondam a dor e obedeçam às ordens, explicou Key. Se isso não funcionar, os exploradores utilizam outras táticas cruéis.

“Às vezes, espinhos ou mesmo unhas são amarrados na corda para causar ainda mais dor. Se a ferida cicatrizar, os adestradores as reabrem ou criam outra”, afirmou Key.

Felizmente, Goldie não teve que viver assim para sempre. Os “ursos dançantes” foram proibidos na Índia desde 2009. Uma equipe da Wildlife SOS e da polícia local resgatou Goldie e outros três ursos prisioneiros – Truffles, Kandi e Oreo – que foram encontrados na mesma área.

De acordo com Key, os adestradores tinham tentado traficar os ursos no Nepal.

Goldie foi então transportado em segurança para um dos santuários de ursos do IAR na Índia – gerenciados com a colaboração da Wildlife SOS e da Free the Bears Australia – onde ele poderia viver na companhia de outros ursos.

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