Fracasso de live demonstra que seguidores preferem "imitação de foca", ao invés de opiniões políticas de YouTuber Felipe Neto

EM DIREITA 01/08/2020 Relatar Quero comentar

A tão “aguardada” Live entre o imitador de foca profissional, Felipe Neto e o ministro do Supremo Tribunal federal, Luís Roberto Barroso, foi um fracasso sensacional. Antes mesmo de começar, o encontro já registrava mais de 100 mil “dislikes” (ou reações negativas) no Youtube. Sem dúvida um feito marcante.

O eterno adolescente de 32 anos, Felipe Neto, que se gaba de possuir mais de 39 milhões de inscritos em seu canal no Youtube, não conseguiu reunir 20 mil visualizações simultâneas (isso considerando que boa parte das pessoas iam até a Live só para deixar sua “descurtida”).

Para efeitos de comparação, o canal Terça Livre, com 1 milhão de inscritos, frequentemente atinge a marca de 30 mil visualizações simultâneas, com um índice baixíssimo de “descurtidas”.

Fica claro que os seguidores de Felipe Neto, não o seguem por suas opiniões políticas, e sim porque ele imita uma foca com maestria. Quase sempre que fala de política, o engajamento de seus posts é bem inferior ao padrão.

O que não quer dizer que Neto seja menos perigoso. Adotado pela mídia tradicional e por poderosos do sistema como o garoto propaganda anti-Bolsonaro, Felipe Neto goza de uma superioridade tática em relação aos seus adversários.

Há vários apoiadores de Bolsonaro que sofreram sanções e/ou foram presos por emitir sua opinião criticando ministros do STF, sem nunca receber um pingo de empatia da grande mídia. Felipe Neto é alvo de uma ação no Twitter de cidadãos indignados com seu passado e sua conduta atual, e recebe matéria do Jornal Nacional como se fosse um mártir da liberdade de expressão.

Em sua Live com o ministro Barroso, o Youtuber defendeu abertamente que o brasileiro precisa ser educado para “aprender a usar a internet”. Felipe Neto acredita que ele está em posição de ensinar alguém, ou de diagnosticar que o brasileiro precisa de educação virtual.

É uma piada.

Logo ele que atua em conjunto com o perfil criminoso e anônimo “Sleeping Giants” para chantagear empresas e obrigá-las a retirar o patrocínio de sites conservadores, promovendo uma censura digital para calar o adversário. Ou ele que recebe elogios do Partido Comunista e não se sente ofendido, que tenta pressionar as redes sociais para que estas censurem o que ele chama de “discurso de ódio”.

Clique na segunda página para continuar navegando
Comentário do usuário