Pedidos de auxílio emergencial feitos no começo do mês ainda estão em análise

Filomena 22/04/2020 Relatar Quero comentar

Espera por resposta já dura pelo menos duas semanas por entrevistados pela reportagem.

A expressão “em análise” é vista na tela do celular da cuidadora de idosos, Laís Garcia, 37 anos, todos os dias, desde o dia 7 de abril, quando ela abre o aplicativo do Auxílio Emergencial, lançado no começo do mês pelo governo federal.

O pagamento de R$ 600 foi solicitado por 23,1 milhões de brasileiros somente entres os dias 7 e 10 de abril, ou seja, assim que o benefício foi lançado e maioria aguarda até agora, sem reposta, para saber se poderá ou não contar com a ajuda financeira planejada para os trabalhadores que estão sem emprego durante a pandemia do novo coronavírus.

Junto a Laís, que e micro empreenderora individual (MEI), o marido dela, Jandemir Azevedo, 51 anos, pedreiro e também MEI, aguarda a resposta, estando sua situação também em analise. 

“Eu ainda estou trabalhando, mas a obra que ele estava, parou. O dono ficou com medo de continuar a construção, sem saber como vão ser os próximos meses. Praticamente eu que estou bancando a casa”, conta Laís.

Ela afirma que reza para a situação não piorar, já que como trabalha com o grupo de risco, não pode ficar doente de jeito nenhum. “Não posso pegar nenhum resfriado, senão tenho que parar de trabalhar, senão aí que não entra dinheiro mesmo”, lamenta.

Ela e marido sustentam dois filhos e ainda a mãe dela, que é idosa. “O auxílio, se vier, vai nos ajudar a manter pelo menos o básico, mas a resposta está demorando demais”, avalia.

Quem também está aguardando a análise do governo federal é o gestor financeiro Bruno Andrade, 36 anos. Ele perdeu o emprego em uma cookeria por conta da redução de vendas durante a pandemia e assim que soube do auxílio, resolveu tentar. “Desde que fiz o cadastro está na mesma, “em análise””. Ele fez o pedido em 9 de abril.

Ele conta que está em busca de alguma nova vaga de emprego, mas que diante do quadro econômico atual, crê que será difícil. “O auxílio seria uma ajuda e tanto nesse período. Tenho um outro trabalho como freelancer, mas não é registrado, então o benefício ajudaria a equilibrar as contas”, sustenta.

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