2020 será um ano perdido para as categorias de base do futebol brasileiro?

Matérias Oficiais(+10% Clicks) Amélia 18/08/2020 Relatar Quero comentar

"A pandemia pode atrapalhar e muito a sequência desses futuros profissionais. Não há posição concreta da FIFA neste sentido, mas acredito que não haveria prejuízo realinhar. As categorias de base não seguem um mesmo padrão no mundo", avalia Luiz Marcondes, presidente do Instituto Iberoamericano de Direito Desportivo.

"Eu preciso pensar em qual é a utilidade prática de fazer uma mudança na base brasileira se ela não estiver em sintonia com a Conmebol ou com a FIFA. A mudança teria de vir de fora. O futebol não pode ser mudado pela vontade de uma federação, ou de uma confederação", entende Higor Bellini, advogado especialista em direito esportivo.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Federação Internacional de Futebol (Fifa) decidiram, em comum acordo, alterar de 23 para 24 anos o limite da idade para o futebol masculino. A regra vai valer apenas a edição dos Jogos de Tóquio, adiados para 2021 em razão da pandemia. Esse talvez tenha sido o primeiro movimento pela reclassificação.

Do ponto de vista médico, mais precisamente da pediatria esportiva, "existe um entendimento que quanto mais tarde esses jovens se especializarem melhor. Então, uma proposta que adia em um ano o ingresso da criança na base é para se comemorar. É mais interessante um garoto ou garota de dez anos experimentar outros esportes, do que se dedicar exclusivamente ao futebol. Assim, podem desenvolver melhor a parte motora, de equilíbrio e força, além do próprio condicionamento", informou Ana Lúcia Sá Pinto, pediatra e médica do esporte.

Comentário do usuário