Após tentar impedir Fundeb em 2021, Bolsonaro diz que votação foi vitória do Governo

4IR4I 22/07/2020 Relatar 我要评论

Mesmo com o terceiro exame positivo para coronavírus o presidente, Jair Bolsonaro, saiu do Palácio da Alvorada para encontrar com apoiadores. Ele aproveitou para dizer que a votação do Fundeb foi uma vitória do Governo. Contudo, na negociação do parecer, o Executivo tentou impedir que o fundo passasse a vigorar em 2021 e queria que parte do dinheiro da educação fosse repassado para o novo programa social do Governo, o 'Renda Brasil'. O presidente criticou também a gestão do PT e disse que o 'método Paulo Freire' colocou o Brasil no último ranking do PISA.

A principal pauta de votação desta terça-feira (21) na Câmara corre o risco de não avançar. Isso porque deputados governistas estão tentando impedir a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 15/15, que estabelece o novo Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A tentativa de boicote foi denunciada pelos parlamentares da Oposição no início da sessão.

“Quando eu olho para este Plenário, penso que já podíamos estar aqui com a presença de mais de 500 parlamentares. Mas há toda uma articulação de alguns partidos que servem ao governo Bolsonaro de fazer uma obstrução aqui hoje. O governo Bolsonaro não pode se utilizar do Fundeb para prejudicar a educação brasileira. A pauta da educação é uma das mais justas, é um dos programas sociais mais bonitos, porque inclui as pessoas. Se o governo Bolsonaro está mesmo preocupado com a educação, peça à sua base que retire a obstrução que acabou de colocar. Podemos fazer um debate aberto na defesa da educação”, afirmou a líder do PCdoB, deputada Perpétua Almeida (AC).

O Fundeb, caso não seja aprovado este ano, será encerrado e coloca em xeque a educação básica do país. No entanto, por não concordar com os termos do relatório da Professora Dorinha Seabra (DEM-TO), o governo vem tentando, mais uma vez, impedir a votação do texto uma vez que sua contraproposta não vingou. No fim de semana, às vésperas do início da discussão da matéria na Câmara, o governo Bolsonaro enviou um texto propondo que o programa entrasse em vigor apenas em 2022, deixando 2021 sem recurso. A proposta foi prontamente rechaçada pelos deputados e entidades ligadas à educação e gerou nova reação da base governista.

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