Criança de 3 anos morre afogada em praia e mãe fica agarrada ao corpo até a chegada do IML

Noticia de Agora 12/06/2020 Relatar 我要评论

Manaus - O que era para ser um dia de alegria e de descontração entre pai, mãe e os quatro filhos, se tornou uma tragédia na tarde desta quarta-feira (10). Por volta de meio-dia, uma criança de 3 anos e 6 meses morreu afogada na Praia da Ponta das Lajes, no bairro , na Zona Leste de Manaus. No local, muita comoção dos familiares, dos profissionais da imprensa e dos policiais que atenderam a ocorrência. 

A mãe da criança, Lucilene de Abreu Gomes, de 29 anos, contou ao Em Tempo que o companheiro estava fazendo fogo para assar o almoço da família e que a Evelyn Suely Aida ficou brincando na parte rasa da praia.

Em questão de segundos, a criança acabou se afastando e desapareceu. Ao sentirem falta da filha, eles já encontraram a menina submersa.  Uma enfermeira que estava no local ainda ajudou nos primeiros socorros, mas a menina não resistiu aos ferimentos. 

 

"Eu fui ajudar meu esposo com os espetinho, mas estava de olho nela. Foi muito rápido, eu perdi a minha filha. Ela era uma criança que adorava a Deus, comunicativa. Todo dia ela dançava para o senhor e agora está com ele. Nossa casa é simples, mas tem a presença de Deus. Eu nunca pensei que isso fosse acontecer com a minha filha. Não sabemos se ela se engatou em algo", contou a mãe que ficou abraçada com o corpo da filha no colo, até a chegada do Instituto Médico Legal (IML). 

Policiais militares da  (Cicom) atenderam a ocorrência.  O tenente Carlos Queiroz explicou que uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ainda esteve no lugar, mas apenas constatou o óbito da criança. 

"Assim que receberam a notícia da morte da criança foi um desespero. Os pais estavam com quatro filhos e manter a atenção em todos é complicado. No momento em que deram falta da criança, ela já estava submersa. Ficamos sensibilizados e comovidos com a situação, mas precisamos nos colocar no lugar dos pais. Sabemos que é lamentável", declarou o tenente.  

O momento da remoção do corpo da criança foi marcado pela emoção e tristeza dos familiares. O pai, Wadson Pinto, carregou a criança no colo até o carro do IML e gritava aos prantos. A mãe, amparada por outros familiares, também chorava muito. Esse momento comoveu a todos: repórteres, populares e até os policiais foram as lágrimas.

"Não tem como não se comover. É como se eu estivesse no lugar dela, a menina era tão pequenininha, tinha tanto para viver", contou uma senhora que acompanhou o resgate.

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