Tribunal solta suposto assassino da pequena Abigail e deixa família revoltada

Sr: Tiago zan... 13/06/2020 Relatar Quero comentar

Após o tribunal ordenar a soltura do acusado, família da vítima pede ajuda para que se faça justiça. Ao Novo Jornal, Procuradoria-Geral da República assegura estar a averiguar o caso.

Foto: DR/Arquivo
Teresa Fukiady
13 de Junho 2020 às 11:08

"Queremos justiça, queremos justiça". É o grito de socorro da família da pequena Abigail Nungole, assassinada em 2018, depois de ser violada, supostamente por um vizinho de 29 anos, no bairro Projecto Zona Verde 3, no distrito do Benfica, em Luanda.

Caracterizada como alegre e inteligente, a família recorda com saudades a pequena que, na altura do crime, tinha quatro anos. Segundo os pais, era uma criança vaidosa que sonhava "brilhar" no mundo da arte e do glamour. "Queria ser modelo e cantora", lembra o pai, emocionado.

Caçula de três irmãos, viu o seu sonho bruscamente interrompido no fatídico dia 5 de Julho de 2018. O crime ocorreu quando a pequena, como de costume, se despediu aos pais de que iria à casa da sua melhor amiga e vizinha, de 11 anos, para brincar. O até já transformou-se num inesperado adeus.

Enquanto as duas amigas brincavam alegremente, revela o pai ao NJ, o acusado, identificado apenas como Adilson, teria pedido à amiga da Abigail, que é sua irmã, que fosse à cantina, como pretexto para ficar sozinho com a menina.

"Assim que a irmã dele saiu do quintal, trancou o portão e levou-a para o quarto. Estuprou-a e estrangulou a garganta da minha filha e, de seguida, atestou-lhe um bloco na cabeça", detalha José Sapalo. "Depois de assassinar a minha filha, levou o corpo até ao quintal, atrás da casa dele e atirou -o para uma obra inacabada do outro lado do quintal", acrescenta.

Quando a amiga regressou e deu pela falta de Abigail, perguntou ao irmão, e este respondeu que ela se teria cansado de esperar e regressara para casa. A amiga foi à procura dela, mas já não a encontrou. Foi assim que a família suspeitou que algo de errado teria acontecido e começou uma busca inesperada pelo paradeiro dela.

"Pensámos que se tinha perdido. Naquela tarde, procurámos pelos bairros vizinhos, mas sem sucesso. Fomos até à Polícia fazer a ocorrência do seu desaparecimento", relata.

Ao cair da tarde, enquanto estavámos na Polícia, prossegue José Sapalo, foram informados de que a menina tinha aparecido sem vida numa casa inacabada. No mesmo dia, a Polícia apurou os factos e deteve o presumível criminoso.

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