Itália quer campo de concentração de migrantes, diz governador

Amélia 25/08/2020 04:51 Relatar

O governador da Sicília, Nello Musumeci, fez duras críticas contra a política migratória da administração do primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, afirmando que Roma deseja criar uma espécie de "campo de concentração" de migrantes. Durante entrevista hoje, o político enfrentou abertamente o governo nacional para que os centros de acolhimento sejam fechados.

Ontem, o governador ordenou a saída de todos os migrantes ilegais alojados nos centros de acolhimento e sua transferência para outras regiões do país, além de proibir novos desembarques nos portos da cidade, em decorrência da superlotação.

"A Sicília não pode continuar sofrendo com essa invasão e deve se libertar de seus saturados centros de acolhimento, algumas estruturas vergonhosas, a começar por Lampedusa", explicou.

Musumeci classificou os números da crise migratória na ilha de "impressionantes". Segundo ele, 7.067 migrantes chegaram à Sicília só em julho e outros 3 mil em agosto. No ano passado, porém, em todo o mês de agosto, foram recebidos 1.268 deslocados. Já em julho de 2019, 1.088.

"Em vez de responder com atos concretos à emergência da imigração, o governo central encontra a solução: criamos campos de concentração, que eles chamam de cidades de tendas em um depósito militar em Vizzini, na Catânia, abandonados há anos", disse o político.

Para ele, essas tendas "nos lembram lugares e cenários que devem ser totalmente esquecidos". "Manter essas pessoas nesses lugares, nesses campos de concentração, é um crime". "O direito à saúde é um direito protegido pela Constituição. Não importa se há migrantes lá ou agentes comerciais. São pessoas e como tais não podem estar nessas condições", desabafou.

O governador enfatizou que atua para combater a emergência de covid-19 e tem o direito de agir pelo que acontece no território. "O governo central não está cumprindo seu dever. Se à meia-noite minha portaria for ignorada, irei ao magistrado". Musumeci garantiu que não irá recuar e defendeu que, se o governo de Conte não realocar os migrantes e fechar os hotspots e todos os centros de acolhimento, ele fará isso.

Enquanto isso, as operações de desembarque do navio de quarentena "Azzurra" estão em andamento em Trapani. Os 602 migrantes foram testados e tiveram resultado negativo para covid.

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